sábado, 20 de outubro de 2012

“Por que preciso estudar?” “Para quê aprender isso, e não outra coisa?” “Quero estudar para...?”


"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre"

Paulo Freire
 

Para você que adora estudar, deseja muito aprender, é um curioso nato, eis aqui algumas dicas que irá auxiliá-los nessa bela e maravilhosa jornada, a busca pelo conhecimento.


1 - Abastecer a estante 
Consiste em reunir todo o material e fazer uso dos materiais adotados pelas instituições de ensino.

2 - Cuidar da ordem
É bom dividir as matérias do curso pela cronologia das aulas, pela temática ou grau de dificuldade que apresentam. 

"Uma organização caprichada é “uma mão na roda”.

3 - Estudar tudo

Fazer o cronograma semanal dos conteúdos que estudará dia após dia dá racionalidade aos trabalhos escolares e acadêmicos. Se em um dia o estudante preferir quebrar a ordem, tudo bem. O que não vale é se “apaixonar” por alguns conteúdos e se esquecer dos demais. De que adianta se especializar na matéria “A”, mas não dominar satisfatoriamente a disciplina “B”?

4 - Fazer revisões

Estudar o conteúdo uma única vez não é o bastante. É importante revê-lo tantas vezes quantas forem necessárias, sem esmorecer. A revisão possibilita a assimilação ativa e facilita a aplicação.
Só a revisão consolida a estruturação de dados e informações que representem conhecimentos e saberes imprescindíveis a qualquer empreendimento na ordem do “saber”, “saber fazer” e “saber ser”.
Portanto, Revisar é consolidar.

5 - Funcionar equilibradamente

Sinal de bom senso é encarar o dia-a-dia de estudos feito um trabalhador cuja produção tem que acontecer, ter qualidade e aparecer. Mas é bom cuidar do ambiente de estudos, de preferência iluminado pela luz natural, organizado com sobriedade, simplicidade, bom gosto e, se possível, equipado adequadamente.

Além disso, prever dez minutos de intervalo a cada cinqüenta ininterruptos de estudos. O intervalo serve para o estudante se movimentar, relaxar e readquirir novo pique no expediente. Nesses dez minutos, o cérebro processa tudo aquilo que foi estudado para que o aprender renda, e com maior qualidade, sem provocar cansaço.

6 - Gerar sínteses

Investir na capacidade de produzir sínteses bem-feitas dos conteúdos estudados é um ótimo lembrete. Porém, sintetizar não é apenas fazer a listagem de tópicos do conteúdo, mas elaborar no papel o esquema conceitual parecido com o mapa mental da matéria explorada.

Uma vez esquematizado, o conhecimento se torna um estímulo vivo para que o cérebro seja “conectado” aos conceitos, teorias ou sistemas explicativos em fase de assimilação cognitiva. 


7 - Lembrar-se da saúde

Alimentar-se de modo adequando e dormir o necessário para repor as forças despendidas. Oito horas de sono por noite é o que recomenda o pessoal da medicina.

Além de comer e dormir, procurar, ainda, dar-se à diversão, à descontração. O lazer bem aproveitado é outra fonte de energia, pois revigora o organismo, dá leveza à cabeça e areja o espírito.

8 - Automotivar-se

É essencial ter motivos para estudar. Eles dão margem à harmonização dos atos de explorar conteúdos e as providências para manter as forças pessoais. Um caminho para “dar de cara” com os motivos pessoais é responder às seguintes perguntas: “Por que preciso estudar?” “Para quê aprender isso, e não outra coisa?” “Quero estudar para...?” 
"Motivação não vem de fora. O que existe é automotivação, algo pessoal e intransferível". 

9 - Resolver problemas
Para evitar os inúmeros problemas que podem acarretar no desânimo do estudante. Nessa hora, é bom ter um método para lidar com eles. Eu proponho o Sistema PADA: Problema-Análise-Decisão-Ação, cujos passos são os que seguem.

Primeiro: identificar e descrever o problema, suas causas e conseqüências.
Segundo: analisá-lo à luz da lógica e dos sentimentos que provoca, caracterizando os fatores nele implicados.
Terceiro: dominando as causas, conseqüências e a natureza do problema, decidir pela solução mais indicada à resolução do mesmo.
Quarto: agir para executar a decisão tomada e avaliar as ações concretizadas em vista dos objetivos pessoais.

10 - Traçar estratégias e táticas
Exemplo de estratégia: dominar conteúdos do saber filosófico.

Exemplo de táticas: “estudar” história da filosofia, “aprofundar” em uma corrente do pensamento filosófico e alcançar a “especialização” em um filósofo particular dentro dela.
Contudo, se o aprendiz considerar que não foi bem em um desses momentos, a indicação é relevar-se, calma e serenamente, pois “perder uma batalha não significa perder a guerra”. O importante é o robusto “quero aprender!”, a decisão resoluta capital.

Texto escrito por Wilson Correia
Colunista Brasil Escola

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